Mestre Pelé da Bomba

Nombre: Natalício Neves da Silva

País: Brasil

Ciudad: Recôncavo Baiano, Salvador

Nacimiento: 1934

Origen: Mestre Bugalho

Mais usada na Bahia, a expressão “gogó de ouro”é sinônimo de boa voz e de afinação.Num universo de opiniões tão divergentes como o da capoeira, mestre Pelé está entre os poucos que recebem, com unanimidade, este título. Direto de Salvador, ele nos conta o que viu e viveu nas rodas, uma história que começa há mais de meio século

“Iêêêêêêêê!” O chamado de Natalício Neves da ilva, o mestre Pelé, aliado aos primeiros acordes lo berimbau, é experiência que, quem viveu, não esquece Sua voz expressiva é capaz de nos conduzir or 500 anos de história e de nos conscientizar do oder libertador que a roda de capoeira representa.

Mestre PeIé nasceu em 1934. E do tempo em que se jogava capoeira nos finais de feira e nos lias de festa. Também fez parte de uma geração lividida entre a marginalizada capoeira de rua ànstitucionalizada capoeira nas academias.

Primeira roda — Na infância, Pelé ajudou o pai na luta pela sobrevivência. Fazia carvão, colhia mandioca e tratava a terra. Depois, vendia is mercadorias na capital baiana. Foi assim que chegou à rampa do Mercado Modelo, próxima igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde encontrou a nata da capoeira. “Conheci a capoeira aos 12 anos de idade, quando ia às feiras e às festas populares do recôncavo baiano. Eu ia com meu pai a Muritiba, São Félix e Cachoeira vender carvão. No final do dia, chegavam os ‘senhores’ de toda a região e”.

começavam a brincar para se divertir. Era o povo que dava para o capoeirista o título de mestre, que disputava o título ali no jogo, jogo duro”, lembra. Foi numa dessas rodas que Pelé diz ter conhecido o lendário Besouro Mangangá. E confirma a lenda: “Ele sumia quando queria”.

Lendários — Para o mestre, era entre a Igreja da Conceição e a rampa do Mercado que rolavam as melhores rodas de capoeira da época. Em sua memória estão personagens como Valdemar da Liberdade, Caiçara, Zacarias, Traira, Angolinha, Avani, Bel e DeI (irmãos), Onça Preta, Sete Mola, Cabelo Bom e Bom Cabelo (gêmeos) e Bugalho, que o teria encantado com sua agilidade. “Tinha muita gente importante, naquela época, além de Bimba e Pastinha. Os alunos deles não jogavam muito na rua. Eles evitavam por causa das brigas, não queriam ficar difamados. O pau quebrava e a policia na cavalaria vivia ‘escarreirando’ os capoeiras, acabando com as rodas. Os capoeiristas, por sua vez, quebravam a polícia no cacete. Bimba e Pastinha queriam evoluir, acabar com essa imagem do capoeira”.

Capoeira de Rua – O aprendizado da maioria dos capoeiristas dessa época era mesmo nas grandes rodas na rampa do Mercado Modelo e nas chamadas festas de largo, que começavam na festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia – coração da cidade baixa, próxima ao elevador Lacerda — no dia 1º de dezembro e se prolongavam até o dia 8 do mesmo mês. Depois, vinha a festa de Santa Luzia, freqüentada pelos estivadores (trabalhadores do cais do porto), muitos deles, capoeiristas. “Era o dia todo: banho de mar, samba de roda, samba de viola que era uma tradição. Todos os ritmos vindos do recôncavo baiano. Nestas festas, reuniam-se os melhores mestres de capoeira e os melhores locadores de berimbau. Foi num desses momentos que comecei a cantar e a tocar”, relembra.

Foi Bugalho, carregador de embarcações que, nas horas de descanso e nas noites de lua-cheia, ensinou o menino Natalício a gingar nas areia da praia da Preguiça. “Segui a tradição do meu mestre, Bugalho, um grande tocador de berimbau. Ele era um dos melhores, tocava muito bem o São Bento Grande, principalmente quando era noite de lua. Sentávamos na areia da praia e, quando ele tocava, era possível ouvi-lo na cidade alta”

Além das rodas da Liberdade nas tardes de domingo, em que o guarda civil Zacarias Boa Morte “tomava conta”, Pelé mostrava sua arte nas rodas de Valdemar da Liberdade, num galpão de palha de dendê, cercado de bambu. “Eu era ligeiro, tinha um sapateado que ajudava muito. Eles não me pagavam. E, quando eu chegava nas rodas da invasão do Corta Braço, no bairro de Pero Vaz, mestre Valdemar dizia: Lá vem Satanás!”

Experiência — Durante 25 anos Pelé deu aulas de capoeira e, também, no V Batalhão da Policia Militar. “Naquele tempo, era comum a polícia treinar capoeira”. Além dessas atividades, mestre Pelé participou, ao mesmo tempo, deimportantes grupos folclóricos da Bahia como o Viva Bahia. Fez apresentações com o grupo de mestre Canjiquinha, no Belvedere da Praça da Sé, shows para turistas, onde mostrava a capoeira, o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda. Sorrindo muito, Pelé explica que “na capoeira, tudo sai da ginga. A ginga, o molejo e a flexibilidade são importantes para o capoeirista, tanto para defesa quanto para o ataque”.

Retorno — Mestre Pelé ficou longe da capoeira por vinte anos. Foi trazido de volta às rodas pelo projeto de resgate e valorização de mestres antigos, criado pela Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA). Hoje, ele integra o Conselho de Mestres da associação e participa de eventos importantes. Recentemente, emocionou, com sua voz, quem esteve presente no enterro dos mestres Caiçara, Bom Cabrito e Zacarias Boa Morte, e na missa de sétimo dia de Caiçara.

Na ABCA, Pelé espera conseguir viabilizar o projeto de aposentadoria para mestres com mais de 65 anos de vida e 35 anos de capoeira. “O ministro da Previdência, Waldec Ornelas, já votou a aposentadoria das mães e pais de santo que, como os capoeiristas, também tiveram suas atividades proibidas e perseguidas. Além disso, também vamos conseguir provar que Capoeira Angola é cultura popular, e não arte marcial”, finaliza o cantador.

capoeiramalungo.hpg.ig.com.br

17 respostas a Mestre Pelé da Bomba

  1. gean paulo diz:

    mestre.pele é meu amigo eu já viajé com ele para belém do para 1 encontro norte é nordeste a diversidade dos saberes da associação de capoeira senzala mestre.waicir muito bom o batizado eu sou aluno do mestre.tonho matéria de salvador bahia axé fica com deus meu telefon (071)81191237

  2. Manuel Diogo André diz:

    Agradeço a ti mestre Pelé

  3. MESTRE PELÉ DA BOMBA, NOSSO GOGÓ DE OURO É UMA DAS FIGURAS MAIS REPRESENTATIVAS DA CAPEOIRA ANGOLA NA BAHIA
    QUEM NÃO CONHECER A VOZ MARCANTE DESSE MESTRE NÃO CONHECE A CAPOEIRA ANGOLA

  4. mestre pelé que figura simpatica eu conheci em brasilia, nos tornamos amigos e hoje eu sigo sues ensinamentos, um abraço mestre.

  5. muitas felicidades Natalicio,a você e néquinha.

  6. rafael diz:

    e para o mestre pelé e mestre indio quando vcs vao vim para o rio grande do sul eu fasso parte do grupo associaçao preto velho e oxossi em santa cruz do sul

  7. julio romão diz:

    OBRIGADO MESTRE PELO PRESENTE EM VIDEO E PELO CARINHO E RESPEITO QUE O SENHOR ME TRATOU AI NA BA. ABRAÇOS A TODOS QUE ATI CERCAM QUEA PLEYNITYDE ESTEJA COM VCS.e A ISSO TAMBEM AGRADEÇO O MESTRE RENE E ACNNE.

  8. oto diz:

    tive um grande prazer de treinar com o mestre pele e mestre bom cabrito atravez do meu pai mestre santa rosa e fico feliz por isso dois grandes mestres !

  9. marcelo katia pitâ diz:

    tamo junto

  10. Robson diz:

    Gostaria de saber o telefone de contato do mestre pelé, sou de Belo Horizonte MG.

  11. thiger diz:

    mestre pele onde fica sua escola

  12. Clebson ( João Grandão ) diz:

    Mestre Pelé da Bomba , tive o imenso prazer de conhecê-lo em Salvador-BA , excelente pessoa , um Grande Ícone da Capoeira Angola …
    Axé Mestre !!!

  13. Muralha Capoeira diz:

    Conheci o Mestre Pelé na cidade de montes Claros – MG (formatura de Mestre do Paulo Chocolate), me impressionou a garganta de ouro do Mestre Pelé, sem falar na sua humildade.
    Axé Mestre!

  14. Carla Alessandra Mazur diz:

    mestre pele da bomba, eu tenho sete anos e faz 5 meses que eu treino com o mestre BISOURO, eu começei e ele era contra mestre a minha irmã e o meu irmão ja fizerão capoeira , eu me orgulho!.

  15. Bacamarte capoeira cobra diz:

    “Meu navio tá encalhado ai meu Deus na boca de uma baleia…”

  16. Cid de Aragão diz:

    Faltou falar de Paulo Satanas
    Todas as pesquisas que fiz , citam o nome dele como uma das lendas da epoca

  17. sou Daniel meu apelido e maronba diz:

    Sou aluno de profesor toureiro do trancredo neves mim orgulho dele do mestre pele da bomba

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