Nombre: Antonio Raimundo Aberrê
País: Brasil
Ciudad: Salvador, Bahia
Origen: Mestre Pastinha
Meu nome é Washington Bruno da Silva, conhecido como Canjiquinha ou Mestre Canjiquinha. (…) Aprendi capoeira em 1935 e meu mestre foi o finado Aberrê. Se eu sei alguma coisa, a ele eu agradeço.
Eu era menino, menino. Tinha lá uma baixada chamada Matatu Preto, um morro no bairro do Matatu e lá embaixo tinha um largo, um terreiro. Lá, aos domingos, vinham todos aqueles capoeiristas, vinha Onça Preta, Geraldo Chapeleiro, Totonho Maré, Creoni, Chico Três Pedacos, Pedro Paulo Barroquinha, finado Barboza e esse cidadão chamado Antonio Raimundo, apelidado por todos Aberrê. Todo domingo eu ia la olhar, até que um dia ele me chamou e disse: “Meu fio, venha cá. Cê que aprende capoera?” Eu disse: quero. Então ele mandou eu me abaixar e vupt, deu um chute. Eu depressa dei um pulo pra trás e ele: “Óia, meu fio, a partir de hoje vô lhe ensina.”
A partir desse dia, todo domingo eu tava la e ficava naquela: vai pra lá e vem pra cá, isso é assim, desce pra lá, negativa e queda de rim… E assim ia. Às vezes ele mandava eu ficar em pé e me empurrava. Eu perguntava: “Por que empurra assim?” E ele: “Por que empurra?” e se amanhã cê tiver na rua e um cara lhe empurra? Cê sabe cair?
Em 1941, a convite de Aberrê (ex aluno de Pastinha), Pastinha foi a uma roda de domingo da Ladeira de Gengibirra, no Bairro da Liberdade, onde os melhores mestres costumavam encontra-ser. Aberrê já era famoso nessas rodas e após passar a tarde lá, um dos maiores mestres da Bahia, Mestre Amorzinho, pediu que Pastinha ficasse à frente da Capoeira Angola.
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