Lampiao
O terceiro filho do pequeno fazendeiro José Ferreira da Silva e de sua mulher Maria Lopes recebeu o nome de Virgulino Ferreira da Silva e iria inscrevê-lo a ferro e fogo na história do nordeste e do Brasil. Antes disso, porém, teve uma infância e uma adolescência comum a todos os meninos de uma baixa classe média sertaneja: aprendeu a ler e a escrever, mas logo foi ajudar o pai, pastoreando seu gado.
Freqüentava as feiras das cidades próximas às terras da família, onde ouvia os violeiros e os poetas de cordel narrarem as aventuras dos cangaceiros, que povoavam o imaginário popular nordestino, sendo simultaneamente heróis e bandidos. Aliás, para as crianças da região brincar de cangaceiro e polícia era uma variante local do atual “mocinho e bandido”.
As rixas entre famílias eram freqüentes no sertão, em especial quando envolviam questões acerca dos limites das propriedades e uma dessas rixas envolveu a família de José Ferreira da Silva com seu vizinho José Saturnino. Além de alguns tiroteios, o conflito terminou com a decisão de um coronel local em favor de Saturnino.
Revoltado, Virgulino e dois irmãos teriam se juntado ao bando do cangaceiro Sinhô Pereira, em busca de vingança. Corria o ano de 1920 e – devido a sua capacidade de disparar consecutivamente, iluminando a noite – Virgulino ganhou o apelido de Lampião. Possivelmente em função disso, a polícia cercou o sítio da família e matou seu pai a tiros. Resultado: Lampião e os dois irmãos entraram definitivamente para o cangaço.
Em 1922, Sinhô Pereira deixou o cangaço. Lampião assumiu a liderança do bando que praticou ações de banditismo nos quatro anos seguintes, atuando nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Em 1926, refugiou-se no Ceará e recebeu uma intimação do padre Cícero. Compareceu a sua presença, recebeu um sermão por seus crimes e ainda a proposta de combater a Coluna Prestes que, naquela época, se encontrava pelo Nordeste.
Em troca, Lampião receberia anistia e a patente de capitão dos Batalhões Patrióticos, como se chamavam as tropas recrutadas para combater os revolucionários. O capitão Virgulino e seu bando partiram à caça de Prestes, mas ao chegar a Pernambuco, foi perseguido pela polícia e descobriu que nem a anistia nem a patente tinham valor oficial. Voltou, então, ao banditismo.
Em 1927, encorajado pela própria fama, tentou invadir uma cidade maior do que as habituais: Mossoró, no Rio Grande do Norte. A população, porém, se uniu e rechaçou os cangaceiros. No ano seguinte, Lampião incluiu a Bahia nos locais onde praticava seus crimes.
Em fins de 1930 ou começo de 1931, escondido na fazenda de um coiteiro – nome dado a quem acolhia os cangaceiros – conheceu Maria Déia Nenén, a mulher de um sapateiro, que se apaixonou por ele e com ele fugiu, ingressando no bando. A mulher de Lampião ficou conhecida como Maria Bonita e, a partir daí, várias outras mulheres se integraram ao bando.
Um pouco pela ambigüidade da vida dos cangaceiros – que às vezes atuavam como justiceiros, auxiliando os pobres, um pouco por contarem com o auxílio de coronéis a quem prestavam serviços, um pouco pela incompetência das autoridades locais, bem como pelo descaso do Governo federal, a vida de crimes do bando de Lampião prosseguiu por mais seis anos.
Afinal, o bando foi cercado na fazenda de Angicos, em Sergipe, onde estavam acampados. Foram pegos de surpresa e muitos não conseguiram escapar. Entre eles Lampião e Maria Bonita. Os cangaceiros foram decapitados e suas cabeças ficaram expostas no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, até 1968.
A imagem de herói e justiceiro com que se idealizou os cangaceiros, introduzindo-os em nosso folclore não corresponde à realidade. Assim como os outros cangaceiros, Lampião era cruel e sanguinário e agia em benefício próprio e de seus compadres. Nesse sentido, ele pode ser comparado aos bandidos atuais que também ganham essa aura de heróis populares, como Escadinha ou Fernandinho Beira-Mar, que atuaram nos morros do Rio de Janeiro recentemente.
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Maria Bonita
Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Bonita (Paulo Afonso, 8 de março de 1911[1] — 28 de julho de 1938) foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.
Maria Bonita nasceu em 8 de março de 1911 no sítio Malhada da Caiçara, do município de Paulo Afonso na Bahia. Depois de um casamento frustrado, em 1929 tornou-se a mulher de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o “Rei do Cangaço”. Continuou morando na fazenda dos pais, mas um ano depois foi chamada por Lampião para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, com quem viveria por longos oito anos.
Com o cangaceiro, Maria Bonita teve uma filha de nome Expedita e teve também três abortos. Morreu em 28 de julho de 1938, quando foi degolada ainda viva pela polícia armada oficial (conhecida como “volante”), assim como Lampião e outros nove cangaceiros.
pt.wikipedia.org
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Fevereiro 25, 2009 ás 12:14 pm |
ESTAMOS REUNIDOS NESTE MOMENTO E DISCUTINDO O NOVO TEMA DO BLOCO AFRO MANGANGÁ CAPOEIRA PARA 2010, E ACHAMOS CONVENIENTE COLOCAR O TEMA A CAPOEIRA E O CANGAÇO. ISSO PELO FATO DE O CANGAÇO SER UMA FORMA DE ABORDAGEM DA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA E BUSCA DE OPORTUNIDADE NAS COMUNIDADES CARENTES ONDE O BANDITISMO ESTÁ IMPERANDO. SABEMOS QUE O CANGAÇO NÃO FOI UMA LUTA DE CLASSE E SIM UMA BATALHA RIGÍDA PELA CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA HONRA DAS FAMÍLIAS ENVOLVIDAS NESTE SANGRENTO EPÍSODIO.
POR ISSO, CABE AQUI, UMA REFLEXÃO EM QUE NÃO ESTAMOS FALANDO DE MORTE E DE VIDA E É ISSO QUE A CAPOEIRA TEM PARA OFERECER.
PRECISAMOS DE MATERIAL QUE NOS DER BASE DE PESQUISA PARA O DESENVOLVIMENTO DESTE TEMA.
ABRAÇOS
TONHO MATÉRIA
Outubro 6, 2009 ás 8:19 pm |
adoro muito historias sobre cangaceiros ritmos..da quela epoca…etc
adorei ho comentario ja fiz capoera he tambem gostei muito..parei pois meu professor saio e ele quem me motivava entao parei!
mais vamos dexa pra la…esse asunto amei ha ideia
[capoeira he cangaço]
super mara……